quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Debate

- Candidato Lula. Faça sua pergunta para o Candidato Flávio.

- Povo brasileiro. Sou um menino que saiu do Nordeste com duas mãos atrás. Só iam para frente para agarrar o pedaço de pão que minha mãe conseguia com dificuldade distribuir entre os filhos. Sim, o Brasil já viveu um tempo quando era natural se passar fome. Essa lembrança, que ficou marcada em minha memória, foi forte o bastante para me ajudar a criar o Bolsa Família, uma ideia do governo do Fernando Henrique que adotei e expandi. Conduzi o boom da economia brasileiro nos anos 2000 e assisti com muita tristeza a crise econômica mundial chegar e assolar nosso povo. Mas não desisti de meu sonho, nem de ninguém. Mesmo aprisionado por forças maiores que nós todos, tive forças para resistir e tentar, através da leitura e do estudo, me inteirar das razões, entender o porque de tanta desigualdade. Reconduzido por vocês, povo resiliente e poderoso, retomei as rédeas que andaram soltas em mãos despreparadas, para não dizer irresponsáveis. A desesperança, o ressentimento e a aparente falta de perspectativa levam muitos a se colocarem diante do abismo, sem sequer perceberem o perigo que correm. Meu opositor não quer, muito menos entende o que é um debate. Para ele o que vale é a mímica debochada, o discurso fácil e repetitivo, acreditando e contando com a inocência de vocês. Por isso a pergunta que faço não é para o Meliciano, mas  para o meu povo:  Vamos fazer com que a Estrela da Esperança brilhe outra vez? Um beijo!!!
Sai daí papagaio de pirata!!!

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Xu

Quando suspiro
Ela me inspira.

Se sou metade 
Vem inteira e me completa.

Nunca é uma,
Divide tudo que há de bom 

Vinho que embriaga,
Doce que alegra a vida.

Sabe tudo de mim,
Mas não cansa de rir. 

Quando amanhece
Ela encanta

Se a lua cresce
Se inventa.

Não há dia sem luz,
Nem noite sem lua.

Boca beijo que seduz
Pele cheirando a bourbon.

Carinho sincero 
No instante de pedir.

Sorriso perene
No desejo de doar. 

Sabe ser única,
Sem precisar insistir.

Cada dia mais linda 
No dom de encantar. 








quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Idiotas.

Já disse em eleições pretéritas que o conceito grego de idiota é o daquele que se excluia da Polis e seu debate dialético e democrático. A palavra adentrou outros sentidis e chegou a o que é hoje. A verdade, conceito que renego, mas devemos a ela recorrer,, é que vivemos a era dos imbecis, último livro do VH Mãe, e que nunca foi tão fácil convencer tantos com tão pouco. A felicidade instantânea e fácil encharca os poucos e  instáveis neurônios de dopamina e prazer e os torna dependentes das notícias fáceis, dos risos sem fim e dos infinitos mantras dogmáticos. E se amamos o idota, nos eredamos na teia da dúvida. Nos calar e relevar diante do inominável, fugir da ignorância ou simplesmente devolver o coice do asno?

sábado, 12 de setembro de 2026

Testamento

Quando eu morri
O mundo aplaudiu 
Minha queda.

O muro não era
Feito de pedra,
Só flores a enfeitar
Meu caminho. 

Sorri para a vida
Como se faz 
Para uma criança.

Sem fé, nem razão.
Puro encanto
E muito carinho.

Seguindo o vento
Ao som da canção 
Numa última dança. 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Ventania


Vento vento que choveu
Amanhã
Roubaram todo 
Sentimento
Guardado para ontem.
O tempo
Que tudo espia
Perde todo o sentido
Desde o pé 
Ao pé do ouvido
Do tudo que se quis
E ninguém ousou 
Fazer entender. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Nosso Século

Mergulhando no mundo da informação e do riso, encalhamos na carência do conhecimento e da felicidade.  

Por falar em VHM.