Deixe-me
morrer de amor,
mas nunca de
tristeza;
Saber que a poesia
se alimenta de dor,
mas exala beleza.
Deixe-me ir
sem cumprir minha pena,
mesmo que da culpa
eu tenha certeza.
Um texto não lido é como um amor não correspondido. Neste espaço quero compartilhar um pouco de meus escritos, dar e pedir sugestões de leituras,filmes, músicas e ...
domingo, 9 de dezembro de 2018
domingo, 2 de dezembro de 2018
Roda Viva
Roda Viva
Quantos estarão
neste momento em decúbito dorsal, o lençol sobre os olhos, um zumbido nos ouvidos,
tentando dar um cochilo e não conseguindo pois estão pensando em quantos estarão
neste momento em decúbito dorsal, o lençol sobre os olhos, um zumbido nos ouvidos,
tentando dar um cochilo e não conseguindo pois estão pensando ...
Ninguém continuaria
a ler um mesmo parágrafo se este se repetisse por páginas e páginas até se
passar por um livro inteiro, embora desconfie que não são poucas as pessoas que
ficam em decúbito dorsal, o lençol sobre os olhos, um zumbido nos ouvidos,
tentando dar um cochilo e não conseguindo pois estão pensando...
Muitos jogariam este
livro no cesto de lixo, indignados pelo quanto pagaram por tamanha inuti lidade,
mas outros o guardariam na estante pensando em o mostrar à próxima visita, como
um livro curioso que dá o que pensar, especialmente se você ou seu amigo é uma
daquelas pessoas que vez ou outra ficam em decúbito dorsal, o lençol sobre os
olhos, um zumbido nos ouvidos, tentando dar um cochilo e não conseguindo pois
estão pensando...
Todos reclamam da
rotina, mas a certeza de que seu café, almoço e jantar estarão a seu dispor sobre a mesa e de que uma cama quente o aguarda para renovar seu corpo e mente
para o dia seguinte, é mais que
suficiente para qualquer um ficar de bobeira, em decúbito dorsal, o lençol sobre
os olhos, um zumbido nos ouvidos, esquecido da vida até cair num gostoso
cochilo.
sábado, 1 de dezembro de 2018
Ressaca
Ressaca
O mar que
encanta
é o mesmo que engana.
Engole a água doce
que a chuva traz em vão.
Revira naus
de forma insana,
destrói sonhos
plantados em frouxo chão.
domingo, 28 de outubro de 2018
... Eu Escuto Teu Sinal
...
Fecho os olhos,
desligo o mundo,
corro no escuro,
paquero o infinito.
Sou luz,
bicho atrevido.
Não,
não é escolha:
o fim.
É destino.
Fecho os olhos,
desligo o mundo,
corro no escuro,
paquero o infinito.
Sou luz,
bicho atrevido.
Não,
não é escolha:
o fim.
É destino.
sábado, 27 de outubro de 2018
Harmonia
O capitalismo e o comunismo são ambos utopias: nunca existiram e só poderiam existir numa sociedade perfeita, algo que se assemelhasse a anarquia: um povo sem necessidade de governo. A questão que se põe em questão é a do liberalismo contra o socialismo. O primeiro se fundamenta no estado mínimo, com pouco intervenção na economia; o segundo em um estado forte, agente intermediador entre o capital e o trabalho. Não vou aqui julgar qual o melhor, mesmo porque o que me parece mais factível seja uma harmoniosa e equilibrada alternância. O atual momento de crise tanto local quanto global, onde o crédito e a taxa de remuneração do capital suplantaram a capacidade de crescimento econômico, conjuntamente com um baixo incremento demográfico, faz com que as tendências convirjam para uma ideia "cada um por si", com forte apelo nacionalista. Isso não seria de forma alguma algo passível de reprimendas, afinal cada qual deve lutar pelo seu espaço. Entretanto existe um sentimento, não digo humanitário, porque pode certamente parecer indutor de nobres princípios, mas realmente de caráter prático, que prega uma menor desigualdade como forma de construir uma sociedade mais justa e consequentemente mais pacífica.
Semente Vazia
...
A paisagem
são flores que
A paisagem
são flores que
se queixam da imensidão,
desejos que
se perdem
se perdem
no aroma de cada pétala,
vazio de semente
que nunca encontrará
chão.
que nunca encontrará
chão.
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Na Lama
Não raro me saturo e, de frente ao muro do mundo, grito "foda-se". As notícias são tão as mesmas que fico impressionado com a falta de imaginação onde conseguimos nos enterrar. Ligo o rádio e ouço velhas canções com novos intérpretes. Abro o Jornal e as mortes se sucedem sem pudor e as mulheres continuam sendo exterminadas por machos inconformes com uma nova suspeição de inutilidade. Mas nem tudo está perdido. Cada dia nasce uma cerveja artesanal para nos ajudar a fugir dessa droga de vida sóbria e careta. Parece que vivemos o pós diluvio, naquele momento quando as águas baixaram e ficou só a lama onde atolamos a vontade de ousar e nos transformar. Esta faltando maluco neste mundo cheio de sociopatas e psicopatas, onde qualquer mudança traz uma saudade do que já foi um dia. O consolo é que a história prova que o mundo muda. Quando desistir parece a única opção, melhor é dar um tempo e esperar que a chuva não demore muito a voltar.
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