Ruas
Há ruas
que são minhas,
outras tantas bem alheias.
Umas bifurcam
que nem veias.
Outras vão retas
rumo incerto à imensidão.
Há aquelas
que são escuras;
recanto certo do ladrão.
Já nas claras
brincam crianças;
Parques de pura diversão.
Ruas que resistem ao tempo
E as que se deixam esquecer.
Caminhos que se dão
Num só passo
E não conhecem o sofrer.
Ruas que se encontram vazias;
Poucas plenas de multidão.
Umas são encravadas de pedras.
Outras aquecidas pelo asfalto.
Há quem reclame das que são
Só lama e puro barro.
Ruas que muito se escondem,
Há as promovidas à avenidas.
Ruas que habitam os sonhos
que se percorrem
Enquanto dura a vida.